Quando Devemos Utilizar Suplementos?

Quando devemos fazer uso de suplementos?

Ultimamente tem ocorrido uma “guerra” entre os vendedores de ilusões e os comerciantes de “milagres”. De um lado, estão aqueles que estimulam o uso de toneladas de potes de suplementos e que, em sua maioria, parecem não abandonar a lasanha – entre outros absurdos. Do outro, estão aquelas pessoas que querem expor a verdade sobre o esporte na sua forma mais nua e crua, mas que não é aplicável a qualquer indivíduo.

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Primeiramente, existem alguns fatores que são muito importantes para determinar a real necessidade do uso de suplementos na dieta, entre eles, peso e porcentagem de massa magra do indivíduo, tempo de academia e disponibilidade de horários para preparar as refeições.

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Peso e massa magra

No que tange ao peso e massa magra, se o indivíduo se enquadrar no caso de um garoto ou garota leve, não é necessário muito esforço para superar a quantidade de proteínas diárias. Caso o porcentual de gordura seja mais alto, e em contrapartida o volume de massa magra seja pequeno, o conselho é o mesmo, até porque a ideia é usar a proteína visando preservar os músculos, e não a gordura. Portanto, pessoas leves não devem ser aconselhadas a usarem suplementos, exceto se for realmente inviável transportar refeições o tempo todo.

Tempo de academia

Sobre o tempo de academia, o exemplo é o mesmo e quase que diretamente ligado ao caso anterior. Em relação à disponibilidade de horários, caso o indivíduo tenha intervalos disponíveis para preparar as refeições e seja possível carregá-las com ele o tempo todo, o uso de suplementos é desnecessário. Além disso, a compra de comida é muito mais barata do que o ato de suplementar.

Quando o consumo do suplemento é dispensável?

Existem alguns casos nos quais o uso de suplementos é plenamente dispensável. O primeiro deles se aplica a quem já está acostumado a fazer dieta, tem tempo para preparar as refeições e pode carregar marmitas. Quando se fala em ter tempo, a referência não são aquelas pessoas que estudam pela manhã, dormem à tarde toda e malham à noite. Na verdade, trata-se daquelas pessoas que estudam ou trabalham o dia inteiro, fazem estágio, cursos e ainda assim arrumam tempo para treinar.

A segunda exceção é para as pessoas que têm acesso à claras de ovos líquidas. O preço é relativamente o mesmo que o dos ovos (para quem compra no varejo e descarta a gema), e a clara possui um alto valor biológico alto. Além disso, o consumo não exige muito trabalho, basta adicionar a clara em um copo, misturar com algum carboidrato, ou algum suco sem açúcar, ou até mesmo consumi-la pura. A clara se transforma em uma refeição que atinge a meta dos macros sem sabotar a dieta.

A terceira exceção se refere às pessoas que sempre buscam o melhor custo-benefício. Normalmente, elas reconhecem as grandes vantagens da comida sobre os suplementos com mais facilidade.

Antigamente, existiam argumentos sobre versões baratas de whey protein, que saíam pelo mesmo preço (em relação ao preço de cada grama de proteína) do que seria gasto para montar uma dieta. Entretanto, ultimamente esses laudos laboratoriais vem demonstrando que tudo não passa de ilusão. Portanto, vale a pena reforçar o argumento sobre a vantagem da comida em se tratando de preço.

Para aquelas pessoas que reclamam não terem fome suficiente para bater as metas diárias de consumo dos macronutrientes, cabe lembrar que existem inúmeros estimulantes de apetite disponíveis. Esses produtos não são tóxicos e nem causam dependência, ou coisa do gênero. E antes de criticarem a utilização de estimulantes de apetite, os falsos moralistas devem se lembrar que, provavelmente, já devem ter recebido algum desses estimulantes de sua mãe ou avó. Além disso, comer em grande quantidade é uma questão de hábito. Portanto, quem quiser consegue adquiri-lo de forma simples e fácil.

Quais são os suplementos realmente importantes?

Depois de todas essas observações ainda resta um ponto importante: Quais são os suplementos realmente necessários na sua dieta? Resumidamente: proteínas (por comodidade), seja whey protein, BCAA, aminoácido, creatina etc. Essas são as únicas fontes válidas para serem inseridas na dieta.

Muitas pessoas se perguntam se o malto pode ser usado no pós-treino. A resposta é: não. As pessoas devem esquecer essa janela de oportunidade mágica e imaginária que supostamente existe depois dos treinos. Estudos já mostraram que o corpo se mantém em alerta por até 24 horas depois dos treinamentos. Logo, é desnecessário forçar o pâncreas a liberar insulina em concentrações elevadas acreditando que, dessa forma, evita-se o catabolismo. É muito mais recomendável que o indivíduo faça uma refeição sólida após os treinos (princípio que, na verdade, deve ser mantido em todas as refeições), em vez de tomar um shake de whey protein.

Existem muitas pessoas que compartilham dessa mesma opinião, cientes de que o fato de terem abandonado o malto logo após a primeira semana de academia nunca os impediu de chegar a lugar algum. Um exemplo para os antipatriotas: no exterior é muito difícil encontrar malto ou dextrose pelo simples motivo de que lá não existe mercado para esses produtos.

Uma sugestão quanto ao consumo de suplementos para quem, em determinadas épocas, costuma ter uma rotina mais acelerada é sempre ter um pote de whey protein em casa, evitando gastos com aminoácidos, BCAA e creatina. Nem sempre há tempo para preparar várias refeições, embalá-las e carregá-las em mochilas. Nessas casos, comer whey protein com aveia acaba sendo uma tática emergencial. Outra dica é, sempre que possível, manter a geladeira repleta de claras líquidas.

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